terça-feira, 7 de julho de 2009

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes e com tal zêlo
E sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso
E derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando um dia me procure
Quem sabe a morte - angústia de quem vive
Quem sabe a solidão - fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor que tive
Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure!

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